domingo, 2 de outubro de 2016

Tamara: Filme sobre uma menina surda que sonha ser bailarina


Vale a pena assistir Tamara: Filme sobre uma menina surda que sonha ser bailarina. A musica pára, mas isso não detém Tamara, que segue a sua dança... uma bonita história que nos mostra que, apesar das dificuldades, devemos perseguir os nossos sonhos.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) sedia o II Simpósio Internacional de Educação a Distância e Encontro de Pesquisadores em Educação a Distância







A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está sediando desde o último dia 15 de setembro de 2014, o II SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA e o II ENCONTRO DE PESQUISADORES EM EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA (SIED:EnPED:2014). Com realização a cada dois anos, o SIED:EnPED é organizado pela Secretaria Geral de Educação a Distância (SEaD-UFSCar) e o Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Inovação em Educação, Tecnologias e Linguagens (Horizonte-UFSCar), com apoio do PPGEducação-UFSCar.
O evento acontece em duas etapas (uma virtual e outra presencial) e tem como tema central este ano: “Qualidade na educação: convergências de sujeitos, conhecimentos, práticas e tecnologias”. 
Na Etapa Virtual, especialistas promovem sessões de debate temático, através de webconferências e fóruns de discussão no ambiente virtual. Na Etapa Presencial, que será realizada entre os dias 24 e 26 de setembro, em São Carlos (SP), acontecerão mesas redondas, apresentação de trabalhos em pôsteres e comunicação oral, além de atividades como oficinas, lançamentos de livros e apresentações culturais.
Segundo seus organizadores “a proposta é promover trocas de conhecimentos a respeito das relações entre a educação presencial e a distância, em prol de uma educação de qualidade”. O evento objetiva também promover e sedimentar “o intercâmbio entre pesquisadores brasileiros e estrangeiros sobre suas experiências em EaD, promovendo parcerias e o debate coletivo sobre a natureza e o desenvolvimento de pesquisas envolvendo o fenômeno educativo na atualidade”.
O SIED:EnPED:2014 tem como público alvo “os profissionais e estudantes interessados em pensar a educação de qualidade para o presente e para o futuro; a pesquisadores envolvidos com atividades de educação a distância ou educação mediada pelas tecnologias digitais de informação e comunicação, incluindo professores universitários, tutores, gestores, estudantes (pós-graduação e graduação), professores da educação básica e demais profissionais interessados na temática”.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Acervo Digital - Instituto Antonio Carlos Jobim

Em maio de 2001 foi criado o Instituto Antonio Carlos Jobim com o intuito de preservar e tornar público o acervo do Maestro Antonio Carlos Jobim. O espaço Tom Jobim, está localizado dentro do Jardim Botânico (Rua Jardim Botânico 1008) do Rio de Janeiro. O acervo conta com mais de 9000 itens catalogados, entre partituras, fotos, documentos, áudios, vídeos e textos.
O Instituto desenvolve projetos de catalogação, conservação e disponibilização de arquivos digitais também de outros artistas, e o espaço multimídia é aberto à visitação pública.
O que é muito bom é que este material está disponibilizado no espaço virtual e pode ser apreciado através do portal.jobim.org/pt/acervos-digitais/. Navegando pelo portal, o internauta tem acesso também aos outros acervos já organizados e digitalizados: Gilberto Gil, Lúcio Costa, Dorival Caymmi e Chico Buarque. E aguardar pelos que ainda estão em fase de organização: Milton Nascimento e Paulo Moura.
Vale a pena conferir.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Reflexão sobre a inclusão educacional

Muitas são as dificuldades encontradas pelas pessoas com deficiência, talvez até pela falta de conhecimento ou preconceito ainda tão presentes (infelizmente) em nossos dias. Os outros motivos que podem ser citados estão relacionados às barreiras ambientais – de acessibilidade arquitetônica, de comunicação, metodológicas, instrumentais e programáticas, algumas das dimensões que a UNESCO ressalta como importantes para a acessibilidade das pessoas com necessidades especiais.
E este é um assunto oportuno e urgente que precisa ser abordado não só no âmbito da educação como também da sociedade como um todo. Faz-se necessário: divulgar, pensar, discutir.
A acessibilidade física, fora e também no espaço da escola é uma necessidade primeira e básica para que as pessoas possam desenvolver a vida cotidiana, assim como a sua atividade escolar com maior liberdade, mobilidade, autonomia. A ausência de um simples corrimão no prédio, um detalhe que parece pequeno, faz toda a diferença para quem precisa dele. Mas além da necessidade de adequação dos prédios, há a das vias de acesso, do transporte, entre tantas outras.
Mas olhando especificamente, a legislação brasileira propõe (também) políticas voltadas para a inclusão de pessoas com deficiência na universidade. Portanto, é necessário que esta elabore, execute e gerencie ações de acessibilidade, oferecendo suporte em todos os níveis para que esta se efetive. Mas, é preciso enfatizar que, qualquer ação relacionada á inclusão e acessibilidade é resultado de um conjunto de esforços, onde cada um tem a sua contribuição e responsabilidade.

Outra barreira visível com a qual se depara é o despreparo dos professores em todos os níveis do ensino para acolher o aluno com necessidades especiais, podendo com isso influenciar negativamente, não só retardando o aprendizado, mas até mesmo afastando o aluno da escola. Nos dias de hoje já não há justificativa para tal realidade, embora esta ainda se faça presente, pois o acesso à informação (e formação!) em todos os níveis está disponível a todos os interessados.
A universidade de sua parte, deve se propor a capacitar o futuro professor, apresentando em sua grade curricular disciplinas que contemplem o ensino e a pesquisa para o uso de ferramentas adequadas, ou seja, métodos, técnicas, recursos educativos, às necessidades próprias destes alunos.
A tecnologia privilegia o ensino, especialmente o a distancia, disponibilizando um sem número de ferramentas que viabilizam a adaptação de materiais, tornando-os acessíveis as dificuldades dos alunos. Há que se ressaltar ainda a importância da cooperação e apoio dos professores especializados em educação especial neste sentido para as praticas dos demais, apontando e desenvolvendo possíveis soluções pedagógicas.  
Pensando no contexto da Educação a Distância (EaD), professores e tutores podem garantir a aprendizagem de estudantes com deficiência não só buscando o conhecimento específico, como também através da pesquisa, promovendo a discussão,  adequando  materiais e viabilizando as matérias na linguagem acessível a eles.
Enfim, concluo observando que é preciso iniciar as ações inclusivas desde a mais tenra idade escolar, tanto de acesso quanto de conhecimento, acolhimento das diferenças e promoção dos indivíduos. Através delas os educadores poderão contribuir, realizando “a sua parte”, para mudar a realidade em que vivemos. Esse pensamento é comprovado pelo que ouvi num depoimento de Luiz Flávio Bravo, um economista portador de deficiência visual, sobre a sua trajetória escolar: é comprovado que, através da educação é que as pessoas obtêm melhores condições de vida.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Educação Musical ,presencial ou à distância: para além de uma aula técnica de música.

Pesquisadores da psicologia da música e da educação musical constatam, e neurocientistas confirmam através de estudos, que a Música exerce profundas influências no ser humano, desde alterações fisiológicas, reações motoras e modificações cognitivas. 
E tudo isso pode ser nitidamente percebido desde a mais tenra infância, frente aos estímulos musicais que os bebês recebem. 
Quando maiores, as aulas de musicalização oferecem as primeiras atividades de interação. Para Vigotski, é a partir da relação significativa com o outro que ocorre o desenvolvimento dos processos psicológicos. As interações são fatores fundamentais para o desenvolvimento completo da criança, tanto na dimensão afetiva, social, cognitivo como na dimensão musical. 
Além de concluir que a música é importante na vida das pessoas, podemos afirmar que é um fato social. Ou seja, está para além daquilo que uma aula técnica de música possa propiciar. 
No caso dos adolescentes, por exemplo, a relação que eles mantêm com a música representa uma manifestação de uma identidade cultural caracterizada por dupla pertença: classe de idade e do meio social (Green, AM). As pessoas não são iguais e constroem-se nas diferentes vivências e experiências de tempo e espaço. 
Ciente de tudo isso, a educação musical pode propiciar, para além de seus conteúdos específicos, a formação dos indivíduos implantando projetos de ensino, trabalhando com diversidade de faixa etária, considerando as diferenças culturais e particularidades dos diferentes sujeitos. 
Rossely Ferreira (2010) afirma que viver em sociedade significa estar em constante conflito entre valores individuais e sociais. A busca do equilíbrio está em submeter aquilo que é nosso – desejos e direitos, aos do grupo. 
Koellreutter (1990), em seu texto “Educação Musical no Terceiro Mundo: Função, Problemas e Possibilidades”, cita um exemplo concreto do uso da música para desenvolver o contato humano: a improvisação em grupos. É preciso valer-se das oportunidades pedagógicas a fim de promover um trabalho de conscientização e desenvolvimento de potencialidades humanas, dirigido para a educação e melhoria de qualidade de vida do indivíduo. 
Desse modo, a educação musical propicia a partir das vivências em grupos em que se tratam diferentes valores, a possibilidade da pessoa estar frente a frente à necessidade de fazer opções. E escolher é uma questão de ética. 
Tão importante, é a contribuição que a educação musical pode dar propiciando aos indivíduos: através da experiência da coletividade, novas e intensas oportunidades de crescimento, preparando-os para construir princípios, sonhos e expectativas para suas vidas, que fazem parte do amadurecimento humano. Ao mesmo tempo, cada um é importante e insubstituível para o grupo. Isso desenvolve um senso de responsabilidade, autonomia, poder de decisão e cuidado. 
Seja na educação presencial ou à distância, a educação musical pode e deve atuar na educação em todos os níveis, como meio de preservação e de comunicação entre as pessoas, contribuindo para a formação integral dos indivíduos, e, por consequência, de uma nova sociedade.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
SOUZA, Cássia Virginia Coelho de. Conhecimento pedagógico-musical, tecnologias e novas abordagens em educação musical. Revista ABEM, 2006. Em: http://www.abemeducacaomusical.org.br/Masters/revista14/revista14_artigo10.pdf

KOELLREUTTER, H.J. Educação Musical no Terceiro Mundo: Função, Problemas e Possibilidades. Em: http://ead.sead.ufscar.br/file.php/1898/Material_Didatico/Texto_1_-_Koellreutter_-_CEEM_-_Ed_Mus_no_terceiro_Mundo.pdf SOUZA, Jusamara Souza. Educação musical e práticas sociais. 
Em: http://www.abemeducacaomusical.org.br/Masters/revista10/revista10_artigo1.pdf 

FERREIRA. Rossely Spejo. A formação de protagonistas sociais através da música. Em: http://www.andrefurlan.net/imagens/banco/bAnais_III_EEM.pdf